793 notes →
4,967 notes → "Tomara que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa,
E que a ausência não dá paz." -Vinícius de Moraes   (via flexibilidades)

(Source: tudotemseuvalor, via flexibilidades)

3 notes → "Eu tava triste, tristinho! Mais sem graça que a top-model magrela na passarela. Eu tava só, sozinho!" -Telegrama, Zeca Baleiro (via tropesias)
4 notes → "Ninguém a amava tanto como a cidade luz, ela jorrava teu sangue nas ruas, andava moribundo pelas ruas mais chiques de Paris, recitando versos e balbuciando um nome indecifrável. Jorrava poesia, a própria alma escorrida ali. A cidade então a abraçou, acolhendo, fazendo-as de um só. Uma única luz infinda. Não existia competição, ninguém tiraria o estrelato da cidade maravilhosa, nem mesmo uma solitária amante da vida, nem mesmo a poesia." -Pitonisa.
2,365 notes →
216 notes → "Uma boca que há tempos deixou de mastigar e dentes que nunca existiram para travar-me a língua. No lugar dos cintilantes olhos, dois buracos negros e ocos que só abrigam abismos e cadáveres. Pudera eu ter corpo e alma de quem é feito de carne. De quase gente passei para ser não-humano. Mas ainda sei ser, o que me falta é ser eu mesmo. Tornei-me as roupas que visto, as palavras que calo, as ideias que reprimo, os cheiros que guardo, os amores que mato. Tenho tudo, exceto um nome. O espelho me presenteia com demônios, vagabundos e barões de café; todos em uma única e triste imagem desfocada. O estômago já escrevo que engoliu minhas borboletas e acidez. Os braços encaro por tentáculos com ventosas falhas feitas de mal humor, desprezo e azedume. Tão escorregadios que não foram capazes nem de agarrar a própria sombra. As unhas abandonaram-me quando arranhei as tuas escadas querendo que os degraus da tua ausência se desfizessem em meus dedos ensanguentados. Ah, e os dedos… Dez pontas de cigarro importado e três linhas de um destino torto, translúcido e riscado. Os cabelos oleosos envenenados pelo veneno de Medusa não passam de almofada ou flores de túmulo para um crânio esfarelado. O nariz aspira poeira, solidão e veneno adocicado. Os lábios fazem as vezes de gaiola enferrujada para um pássaro que viu sua última vida voar, silenciando a prosa, o canto, o sentimento e a poesia. Um tronco mirrado equilibrando-se em duas bolas de ferro espinhentas. Emoldurei a tristeza em um quadro espelhado e pus a chorar e fazê-la dormir. Antes eu fosse um estúpido vadio, maltrapilho, andarilho, ateu, plebeu, padre, compadre, poeta, Dante ou amante. Antes eu fosse linha, pois linha ainda é real. Braços e pernas para nada me servem, quando tudo é metáfora. Mente e mentira não me assinaram tratados de eficiência. Sofro com riquezas, com luxos e mordomias, como um escravo de casa de engenho. Mas não sofro como gente, porque gente eu já não sei ser. Virei estrangeiro em meu próprio corpo e louvo o hino do inimigo de infância tão amado e obscuro. Desconheço-me e idolatro-me, como um alienado que assiste ao enterro de um indigente e pensa que é presidente. O juízo mordiscou a saudade. Maldita hora em que fitei-me no espelho quebrado. Sinto falta de ser homem ou menino, de ter boca e coração abertos. De amar eu já não sinto falta, quando tudo o que falta é tudo o que se tem." -Cinzentos (via cinzentos)
47 notes →
Promoção: Conhecendo novas escritas.

outubros:

É o seguinte, a partir da próxima sexta-feira nós vamos fazer um concurso de textos. Iremos dar uns temas, relativamente fáceis e quem tiver participando irá mandar os textos por submit para que eu poste. A galera vai comentar dizendo o que achou de cada texto. Vão ser três semanas de brincadeira, mas a pessoa vai ter de estar inscrito desde a primeira. Se deixar de fazer um, perde. A cada semana um tema diferente. No fim, eu e mais cinco pessoas vamos escolher quais dos candidatos apresentaram os melhores textos. E o prêmio vai ser um chaveiro bem legal que iremos mandar pelo correio.

Para participar basta preencher esse formulário e mandar na ask:

Nome:

Idade: 

Estado:

Url do tumblr ou blog:

O texto terá de 20 a 30 linhas. Vocês escolhem quando parar.

Na próxima sexta-feira o tema do primeiro texto será postado aqui, e vocês terão até a próxima quinta-feira a noite para enviar os textos prontinhos. Na sexta eles serão postados aqui para que todos possam ler. 

Mesmo quem não quiser participar pode ajudar comentando o que acharam de cada texto!

É uma boa para quem quer mostrar o talento!

Rebloguem para ajudar. Mesmo se não forem participar.

Inscrições na ask

8 notes →

Me identifico com coisas tão pequenas, cotidianas, e com poderes tão grandes. Sou como um dicionário, só lhe dirijo a palavra se me procurares. Tenho o poder de lhe ensinar um pouco do que sei, e sempre estarei aberta para novas rasuras, novas palavras, novos significados. A aqueles que gostam de mim, que se afundam, inundam-se, querendo conhecer-me um pouco mais, de minha cultura, do favor que lhes faço, e por fim tem aqueles que não gostam do meu jeito de ser, que não se permitem enxergar a cultura que posso lhes proporcionar. Sou um livro qualquer, e lhe ensinarei a dor que posso sentir ao desperdiçar-me por coisas tolas, posso lhe alertar, lhe amar, lhe ajudar, e te levar ao céu se for preciso. Posso lhe ensinar coisas que você um dia terá que passar, como posso alerta-lo que o caminho mais curto e bonito não se é devido usar. Posso ser tanta coisa, meu bem. Só não posso interrompe-lo! Se quiseres partir para o mundo da ignorância, do poder sujo, não sou eu que poderei te mudar. Sou apenas um livro, se lembras? Poderás me jogar em uma rua por aí, mas lembre-se, palavras de poder não se podem ser pisadas, arrastadas. As palavras nunca morrem, se não fui devidamente usada por ti, certamente haverá aquele ser que me achara na rua, e me devorará. 

Sou livro, meu bem, porém não sou tua. -Pitonisa.

Next